Por: Victoria Ângelo Bacon
A movimentação entre os dois candidatos está tensa. Desde que os números das três pesquisas circularam nessa última semana (Ibope, Data Folha e CNI), eis a dúvida norteadora: Quem ficará com a vaga que seria de Lula no segundo turno?
Desde a eleição de 1989, não há o que se falar ou discutir em decisão eleitoral no primeiro turno. Em 1989, Lula disputou o espaço com Collor. Em 1994, foi a vez da polarização PSDB-PT que se perpetuou por duas décadas (FHC e Lula, Serra e Lula, Alckmin e Lula, Serra e Dilma e Aécio e Dilma). Não seria na eleição de 2018 que seria decidido em primeiro turno.
A polarização entre PT e PSDB mudou. Agora temos uma esquerda e uma extrema direita. De um lado, Ciro Gomes briga para conquistar o espaço de Haddad com viagens cansativas no Nordeste, e Haddad tenta se consolidar como o candidato do Lula também no Nordeste.
No Sul e Sudeste, regiões em que Bolsonaro tem maior aceitação, Ciro (PDT) foca no eleitorado de Alckmin e Marina, que está propenso a mudar de voto para não se ter uma eleição decidida em primeiro turno. O eleitor de Lula nunca vai acompanhar Ciro ou outro candidato. O eleitor do PT, sim! Eis a razão pela briga de foice que Ciro travou com Haddad pelos votos da esquerda. Nem todo simpatizante do PT aprova a ida de Haddad ao segundo turno, então se conclui que a possibilidade dos votos serem transferidos a Ciro é maior nessa conjuntura.
Em uma derradeira tentativa de desidratar Haddad, Ciro fará nessas duas últimas semanas de campanha seu périplo pelo Nordeste. Se vai colar, só 07 de outubro que nos revelará. Uma coisa é certa nessa equação eleitoral: Os votos de Alckmin e Marina serão fatais para o segundo turno; ou Ciro ou Haddad terão a oportunidade de enfrentar o “mito” das Redes Sociais.
Jesualdo (PSB) e Fátima (PT)
Se a candidata ao senado pelo PT, Fátima Cleide, não conseguir seu registro de candidatura, digo-lhes que Jesualdo, que também é candidato ao Senado, será diretamente beneficiado pela transferência de votos PT-PSB.
Raupp (MDB) e Marcos Rogério (DEM)
Os candidatos ao senado Valdir Raupp e Marcos Rogério que estão nas pesquisas e sondagens com Fátima na briga da segunda cadeira ao Senado, foram os apoiadores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. No senado, Valdir Raupp foi um dos articuladores para o chamado Golpe de agosto de 2016. Na Câmara Federal, Marcos Rogério, juntamente com Eduardo Cunha, que ocupou a presidência da Câmara, participou diretamente e ativamente do processo de derrubada de Dilma Rousseff em abril de 2016.
O eleitorado do PT em Rondônia
Se o eleitor de Fátima 13 do PT é um eleitor do “troco” pelo impeachment que depôs o PT do poder há dois anos, jamais votaria em Raupp ou Marcos Rogério. Aqui não citei Confúcio Moura, pois ele não atuava no Congresso Nacional quando seu partido MDB, juntamente com DEM e PSDB, encabeçou a Queda de Dilma Rousseff e do PT. É lógico que o eleitorado de Fátima jamais comungaria no voto a um desses dois candidatos citados, e Jesualdo que é do PSB – aliado de primeira hora do PT – seria beneficiado com esse quantitativo do eleitorado fiel ao PT.












