As intenções de voto ao candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) tiveram grande alta no Norte e no Centro-Oeste, mostrou a pesquisa Ibope divulgada na última quarta (5). Entre os eleitores dessa macrorregião, que no levantamento aparecem juntos, o ex-governador do Ceará cresceu oito pontos percentuais, passando de 5% para 13% dos votos em comparação a pesquisa anterior, feita em 20 de agosto.
O presidenciável do PDT realizou campanha no fim de agosto em cidades como Palmas, Campo Grande e Ceilândia, no Distrito Federal. A vice-candidata na chapa, Kátia Abreu (PDT), é do Tocantins, estado que a elegeu deputada federal e de onde atualmente é senadora.
No Norte e no Centro-Oeste, Jair Bolsonaro (PSL), que lidera a pesquisa, teve queda de 30% para 26%. Geraldo Alckmin (PSDB) também melhorou seu desempenho, com alta de 5% das intenções de votos, e está agora com 10%.
A melhora de desempenho de Ciro Gomes também aparece no Nordeste, com subida de 14% para 20%. Com a indefinição do PT sobre a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o PDT tem buscado o voto que tradicionalmente é do partido. O político deve visitar nesta semana Ceará, Sergipe, Paraíba e Maranhão e busca ganhar o apoio dos governadores desses estados, que são próximos do PT.
Entre os mais pobres, com renda de até um salário mínimo, o ex-governador subiu quatro pontos, de 10% para 14%.
Ciro também melhorou seu desempenho acima da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, entre os menos escolarizados (até a 4ª série do fundamental), os mais jovens (16 a 24 anos) e os mais velhos (55 ou mais), mulheres e homens, pretos e pardos, e católicos e evangélicos.
O Ibope fez a pesquisa entre os dias 1º e 3 de setembro, em 142 municípios do Brasil e ouviu 2.002 eleitores. O levantamento foi contratado pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo. O nível de confiança é de 95%, isso quer dizer que há probabilidade de 95% de os resultados mostrarem o atual momento do quadro eleitoral.
Causa justa
Uma assessora de Dilma Rousseff que trabalhava na campanha da ex-presidente para o Senado de Minas Gerais foi demitida após debochar do ataque a Jair Bolsonaro na última quinta-feira. É o que afirma o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Após Jair Bolsonaro ser esfaqueado, Paula Zagotti escreveu no Twitter “O feitiço virou contra o feiticeiro. Quem planta ódio colhe ódio. Metralhar petralhas? Parabéns por estimular a violência@jairbolsonaro!”
O dólar no impacto das eleições.
O dólar domina o noticiário econômico nas últimas semanas. O real despencou em relação à moeda norte-americana, passando os R$ 4 na cotação comercial e rondando recordes históricos. Há impacto do cenário internacional, mas a incerteza eleitoral no Brasil potencializa a desvalorização da moeda brasileira. Enquanto tivermos incerteza de quem assumirá o comando da Nação a partir de 01 de janeiro, a instabilidade econômica tende a piorar, principalmente após o causídico fator Bolsonaro.
Crise institucional pode piorar.
O resultado das eleições de outubro têm potencial para impactar dramaticamente os mercados emergentes. O resultado define ainda o pleito presidencial como o mais imprevisível desde o retorno do país à democracia, três décadas atrás. Quem ganhar vai presidir uma nação polarizada, com quase metade do eleitorado vendo o novo presidente negativamente […] As perspectivas de curto prazo para a maior economia da América Latina não são boas. Supondo que os candidatos não consigam tranquilizar os investidores, o mercado brasileiro pode se deteriorar rapidamente para “condições de crise”.












