Operação retira quase 19 km de redes ilegais de rios de Rondônia, protegendo a reprodução de peixes e o equilíbrio ambiental
Quase 19 km de redes de pesca ilegais foram retiradas de rios de Rondônia nos últimos dois meses. As redes foram encontradas em trechos estratégicos dos rios Guaporé, Ji-Paraná, Rio Preto e Madeira.
Essas redes, conhecidas na região como “malhadeiras”, são reconhecidas pelo grande impacto ambiental que causam, especialmente no médio e baixo Madeira, áreas cruciais para a reprodução das espécies.
A operação ambiental, conduzida por diversos órgãos do estado, teve início em novembro de 2025, marcando o começo do período de defeso – época de proibição da pesca para garantir a reprodução dos peixes. “O objetivo é proteger os estoques pesqueiros durante o período de reprodução”, declarou um representante da Sedam.
Além das malhadeiras, as equipes também apreenderam armas de fogo e motosserras, além de aplicarem multas aos infratores. A retirada das redes, no entanto, tem sido o ponto central da operação, representando uma ameaça direta ao equilíbrio dos recursos pesqueiros.
A Operação conta com a participação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), através da Coordenadoria de Proteção Ambiental (Copam), e da Polícia Militar, com o apoio do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
A fiscalização intensificada visa garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos de Rondônia e a preservação da biodiversidade local. As autoridades reforçam a importância da conscientização da população sobre os impactos da pesca ilegal e a necessidade de respeitar o período de defeso.
Com informações do G1









