Ataques no Irã elevam tensão no Oriente Médio e disparam preço do petróleo. Europa e Japão sinalizam apoio para garantir tráfego marítimo
Após um ataque israelense provocar incêndio em um campo de gás no Irã, países europeus e o Japão manifestaram disposição para colaborar na segurança do Estreito de Ormuz, uma importante rota de petróleo. A reação ocorre após rejeitarem o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar navios militares à região.
Em um comunicado conjunto, os governos do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão afirmaram estar “prontos” para se juntar aos “esforços” para garantir a livre passagem pelo canal marítimo. A medida visa, também, estabilizar o mercado de energia, que foi impactado pelos ataques iranianos a infraestruturas no Golfo Pérsico, causando uma disparada no preço do petróleo.
“Expressamos nossa prontidão em contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito”, diz a declaração. “Saudamos o compromisso das nações que estão se engajando”. A nota é vista como um aceno ao governo Trump, que havia criticado seus aliados por recusarem o envio de embarcações militares para escoltar navios comerciais no estreito. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, chegou a chamar os países europeus de “ingratos”.
O comunicado não detalha como os países oferecerão ajuda no Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial por onde circulam cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente. O Irã, que controla uma das margens do estreito, já havia declarado a intenção de fechar a passagem e tem sido acusado de atacar navios que a utilizam.
Além disso, o comunicado elogia a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e indica que “tomaremos outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção”.
Inicialmente, países europeus haviam rejeitado o pedido de Trump para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz e participar de uma ação contra o Irã. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, justificou a decisão afirmando: “Esta não é a nossa guerra”. Ele questionou a necessidade de uma intervenção europeia, dizendo: “O que Trump espera de um punhado de fragatas europeias que a poderosa Marinha dos EUA não possa fazer? Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos”.
A situação no Estreito de Ormuz permanece tensa, com o potencial de impactar significativamente o mercado global de energia e a estabilidade geopolítica da região.
Com informações do G1










