Para contornar imagem negativa, ApexBrasil lança campanha na Europa e aposta no diálogo para destravar acordo Mercosul-UE
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, anunciou nesta quinta-feira (22) uma campanha para fortalecer a imagem do Brasil na Europa, visando desmistificar a percepção negativa sobre o país. A iniciativa tem como foco o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
Viana detalhou que a estratégia envolverá viagens de sensibilização para apresentar o Brasil aos empresários europeus. A ação ocorre em um momento delicado, após o Parlamento Europeu decidir encaminhar o texto do acordo Mercosul-UE à Justiça para análise de legalidade.
Em conversa com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Viana discutiu a possibilidade de uma visita ao Parlamento Europeu. Segundo o presidente da ApexBrasil, Alcolumbre concordou com a proposta, que também se estenderá aos parlamentos dos demais países do Mercosul. Alcolumbre também sinalizou que a aprovação do acordo será tratada como prioridade na retomada dos trabalhos do Congresso Nacional.
A decisão do Parlamento Europeu foi classificada por Viana como uma “manobra política”, embora reconheça o direito dos parlamentares dentro do processo democrático. “Lá no Parlamento Europeu foi, no fundo, uma manobra política dos que eram contra. Tentaram uma vez, tentaram outra e agora conseguiram, com números muito pequenos de diferença, em uma operação que faz parte do jogo da política”, afirmou durante entrevista coletiva em Brasília. “Tem que respeitar isso. Mas nós vamos fazer a nossa parte”, completou.
A estratégia da ApexBrasil é apostar no diálogo, seguindo o modelo utilizado durante a crise da “tarifaço”. Questionado sobre a possibilidade de o acordo entrar em vigor ainda em 2026, mesmo que de forma provisória, Viana se mostrou “otimista”. “Essa pergunta é difícil de responder. Eu sou otimista. Acho que vamos encontrar uma solução ainda neste ano. Mas se ele vai entrar em vigor de maneira precária, não podemos afirmar. Há quem defenda isso, mas também existe o argumento de que poderia gerar insegurança jurídica e ações judiciais”, explicou.
Viana ressaltou a importância de mostrar que o Brasil não é um “bicho-papão”, buscando construir uma imagem mais precisa e favorável do país para atrair investimentos e fortalecer as relações comerciais com a Europa.
Com informações do G1











