Roraima sairá do isolamento energético em 2026 com a conexão ao Sistema Interligado Nacional, garantindo mais energia e estabilidade
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou nesta terça-feira (9) a efetiva interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de janeiro de 2026. Isso significa que o estado começará a receber as instalações de transmissão e distribuição necessárias para a interligação plena dos sistemas.
Roraima era o único estado do país que estava isolado da rede nacional, dependendo da energia gerada por usinas termelétricas. A Aneel também estabeleceu que os agentes geradores concluam a implantação e operacionalização dos Sistemas de Medição para Faturamento (SFM), além de aderirem, se cadastrarem e modelarem seus ativos na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) até, no máximo, 20 de junho de 2026.
A CCEE deverá contabilizar a energia que flui entre o Sistema Boa Vista e o SIN, considerando que a geração das usinas abaterá a carga da distribuidora, tanto a das termoelétricas quanto a geração das usinas cujas autorizações competem à Roraima Energia. A Aneel também determinou que a Roraima Energia conclua a separação de seus ativos até 1º de julho de 2027.
O início do processo de energização da Linha de Transmissão Manaus – Boa Vista, conhecida como Linhão do Tucuruí, foi dado pelo governo federal em setembro. Após anos de impasse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma ordem de serviço para o início das obras. A linha de transmissão liga Manaus a Boa Vista e conectará Roraima ao SIN, uma demanda antiga do governo estadual, que frequentemente enfrenta problemas de falta de energia.
Por mais de 18 anos, Roraima recebeu energia da Venezuela, mas o fornecimento foi interrompido em março de 2019. Desde então, a Roraima Energia é a responsável pelo fornecimento de energia elétrica aos 15 municípios do estado. O parque térmico do estado é composto por 17 Centrais Geradoras Termelétricas (UTE) e uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), que geram uma média diária de 200 megawatt, atendendo a quase 176 mil consumidores.
A construção do Linhão do Tucuruí começou em 2022, após a aceitação da proposta de compensação do governo federal pelos indígenas Waimiri Atroari, cujo território é cortado por 122 km de torres. A obra gerou cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos, segundo o governo.
Com informações do G1









