Aves migratórias alteram rotina em Coari e geram debate na COP15 sobre a Amazônia.
A seca extrema de 2024 na Amazônia trouxe uma surpresa para a Transpetro em Coari, Amazonas: milhares de andorinhas-azuis (Progne subis) ocuparam as estruturas do terminal de carga no rio Solimões.
Com a redução da vazão do rio, o porto de gás liquefeito foi desativado, e as aves encontraram um novo lar durante o verão amazônico. Em 2025, retornaram, mas a retomada das operações gerou um problema devido às fezes das aves, que afetavam a segurança e o funcionamento do terminal.
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) foi acionado e, em parceria com a Associação para Conservação Purple Martin, está mapeando os padrões de migração da espécie, que viaja anualmente desde os Estados Unidos. O rastreamento, feito com a ajuda de voluntários, revelou a importância da Amazônia para a andorinha-azul.
A chegada das andorinhas-azuis nem sempre é bem vista, e prefeituras da região pedem soluções para o “problema”. A Transpetro planeja construir uma estrutura em uma balsa próxima ao terminal para receber a revoada de 2026. A discussão sobre as aves migratórias também esteve presente na COP15, em Campo Grande, MS.
A Amazônia, embora não seja prioritária para estudos de aves migratórias como o Pantanal, abriga 15% de espécies migratórias, cerca de 150 a 200 espécies, que buscam o bioma em busca de melhores condições de alimentação e reprodução.

Pesquisas interculturais com comunidades indígenas, como a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), enriquecem o conhecimento sobre a migração de aves e o impacto das mudanças climáticas na região.
Com informações do Portal Amazônia.















