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07 de fevereiro de 2026

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Amazônia em foco: exposição virtual revela ciência na região

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A Amazônia, um dos biomas mais importantes do planeta, está no centro das atenções da comunidade científica há quase dois séculos. Desde as primeiras descrições do naturalista alemão Alexander von Humboldt, pesquisadores se dedicam a desvendar os mistérios da floresta, sua biodiversidade e as complexas relações entre natureza e sociedade. A região será palco crucial da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, entre 10 e 21 de novembro.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) apoia pesquisas na Amazônia desde 1962, com uma das primeiras expedições do pesquisador Paulo Vanzolini. Ao longo de seis décadas, mais de 3 mil cientistas se aventuraram na floresta, contribuindo para o conhecimento sobre a biodiversidade, os serviços ambientais, o ciclo do carbono e a regulação do clima – em uma região que abriga mais de 30 milhões de brasileiros.

Boa parte desse trabalho está agora disponível na exposição virtual Ciência na Amazônia: história, desafios e descobertas, inaugurada pelo Centro de Memória FAPESP no dia 6 de novembro, em paralelo à Cúpula do Clima de Belém. A exposição reúne documentos, fotos e entrevistas com os cientistas que dedicaram suas vidas ao estudo da região.

Paulo Vanzolini e a zoologia na Amazônia

A exposição está organizada em três partes. A primeira destaca a Expedição Permanente à Amazônia (EPA), liderada por Vanzolini. Com o apoio da FAPESP, a expedição resultou na descoberta de novas espécies e contribuiu para a formulação da Teoria dos Refúgios, que explica a distribuição atual da fauna amazônica. A exposição também apresenta obras do artista José Cláudio da Silva, que retratou a flora e a fauna da região em pinturas que hoje fazem parte do acervo do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Entrevistas com o zoólogo Miguel Trefaut Rodrigues detalham a Teoria dos Refúgios.

A primeira parte da exposição também conta com depoimentos de Naercio Menezes, especialista em ictiologia que acompanhou Vanzolini nas primeiras pesquisas de campo, nos anos 1960.

Amazônia: pesquisa acima do dossel da floresta

O segundo capítulo explora as pesquisas realizadas acima do dossel das árvores, buscando entender o papel da floresta no equilíbrio climático e os riscos do desmatamento e das emissões de dióxido de carbono (CO2). Carlos Nobre, cientista e copresidente do Painel Científico para a Amazônia, relembra a criação do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), um projeto que envolveu pesquisadores de diversos países e que buscou entender a interação entre os diferentes componentes do ecossistema amazônico.

A geofísica Maria Assunção Faus da Silva Dias, da USP e do Inpe, compartilha sua experiência em campanhas de medições no Pará e em Rondônia. Já Paulo Artaxo, da USP e do IPCC, fala sobre a campanha GOAmazon e a urgência de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

David Lapola, da Unicamp, detalha o experimento AmazonFACE, que investiga os efeitos do aumento de CO2 atmosférico na floresta amazônica. Os impactos do desmatamento e da mudança do clima são analisados por Thelma Krug, líder do Conselho Científico da COP30, enquanto Marcio de Castro, da FAPESP, descreve as estratégias de fomento à pesquisa na região.

A transformação da floresta

O terceiro capítulo homenageia pesquisadores pioneiros como Luiz Hildebrando, Erney Camargo, Bertha Becker e Warwick Kerr, e se dedica às pesquisas mais recentes. Eduardo Neves, do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, explica como a ciência e novas tecnologias, como o LiDAR, revelam o protagonismo dos povos da floresta na construção da Amazônia que conhecemos. André Sawakuchi, da USP, fala sobre o Projeto de Perfuração Transamazônica (TADP), que busca entender a formação geológica da Amazônia e sua relação com a biodiversidade.

Carlos Américo Pacheco discute a iniciativa Amazônia +10, que apoia projetos de pesquisa em colaboração com os nove estados da Amazônia Legal. A exposição se encerra com as expectativas de Krug e Nobre para a COP30, de que os debates resultem em ações efetivas para a proteção da Amazônia.

*Conteúdo originalmente publicado pela Agência FAPESP.*

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