A diversidade cultural da Amazônia ganha destaque na exposição ‘Ocupação Artística Contemporânea Mairi’, em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS) do Pará, em Belém. A mostra integra o Festival dos Povos da Floresta, um projeto itinerante e multilinguagem viabilizado pela Lei Rouanet.
Com entrada gratuita, a exposição reúne produções de artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, apresentando trabalhos em fotografia, cinema, pintura, grafite, escultura e multimídia. A mostra explora a cultura, a memória e os saberes tradicionais da região.
A exposição em Belém apresenta um recorte das etapas do Festival realizadas em Porto Velho, Boa Vista e Macapá, além de obras de artistas locais. Segundo Fabiana Barbosa Gomes, representante do Festival, a exposição busca “representar as muitas vozes da Amazônia” e construir uma experiência de território, memória e identidade coletiva.
A curadoria, a cargo de Lucas Baim e Isabela Bastos, busca apresentar narrativas que evidenciam a heterogeneidade cultural da floresta, valorizando o protagonismo de artistas amazônicos e convidando o público à reflexão sobre pertencimento e patrimônio cultural. O MIS-PA, equipamento museal histórico, ganha um novo significado ao abrigar a mostra, ressignificando sua história de exploração para dar espaço às vozes ancestrais, conforme destaca a diretora Indaiá Freire.

O Festival dos Povos da Floresta, idealizado pela Rioterra, celebra a arte como ferramenta de resistência e valorização dos saberes tradicionais, oferecendo também oficinas e shows. Com mais de R$ 4,9 milhões captados via Lei Rouanet, o projeto promove conexões entre artistas e fortalece a identidade cultural da Amazônia, conforme aponta Edvania Brito, gerente administrativo da Rioterra.
Com informações do Portal Amazônia.










