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17 de fevereiro de 2026

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Amazônia e Pantanal já sentem o limite do aquecimento global

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A temperatura subiu demais. Em 2024, a Amazônia Brasileira atingiu 1,5°C acima da média – um marco que o Acordo de Paris buscava evitar. E não foi só por aqui: o Pantanal também ultrapassou esse limite, registrando um aumento de 1,8°C. Os dados inéditos são do MapBiomas Atmosfera, plataforma lançada em novembro, às vésperas da COP30.

A plataforma usa imagens de satélite e modelagem de dados para monitorar a temperatura e a chuva em todo o Brasil desde 1985, além de analisar a qualidade do ar a partir de 2003. O objetivo é dar base científica para políticas públicas e entender como as mudanças climáticas afetam cada região.

“O MapBiomas Atmosfera é uma ferramenta importante para o Brasil implementar políticas baseadas em dados reais e identificar as áreas mais vulneráveis às mudanças climáticas e ao uso da terra. Isso pode ajudar a proteger nossos ecossistemas”, explica Paulo Artaxo, professor da USP e um dos responsáveis pela plataforma.

O que os dados mostram?

No geral, a temperatura no Brasil aumentou 0,29°C por década entre 1985 e 2024. Mas alguns biomas estão se aquecendo mais rápido que outros. O Pantanal lidera o ranking com 0,47°C por década, seguido pelo Cerrado (0,31°C/década). A Amazônia, embora tenha seguido a média nacional, já mostra sinais preocupantes.

Desde 1985, a Amazônia perdeu 13% de sua vegetação nativa, o que contribui para o aumento da temperatura e a diminuição das chuvas. Um estudo recente publicado na revista Nature Geoscience mostrou que o desmatamento é responsável por 74% da redução das chuvas e 16% do aumento da temperatura na Amazônia durante os períodos de seca.

Em 2024, a temperatura no Brasil ficou 1,2°C acima da média dos últimos 40 anos. O ano também foi marcado por secas severas em diversas regiões, especialmente na Amazônia, onde choveu 20% abaixo da média. No Rio Grande do Sul, a situação foi oposta, com chuvas 19% acima da média.

A qualidade do ar também foi monitorada pelo MapBiomas Atmosfera. Os resultados mostram que a poluição é maior em estados como Rondônia e Mato Grosso, devido às queimadas florestais. Em áreas litorâneas do Nordeste, como Bahia, Sergipe e Pernambuco, a qualidade do ar é melhor.

Os dados do MapBiomas Atmosfera são uma ferramenta crucial para entender os impactos das mudanças climáticas no Brasil e tomar decisões mais informadas para proteger o meio ambiente. A plataforma está disponível para pesquisadores, jornalistas, negociadores e qualquer pessoa interessada em acompanhar a evolução do clima no país.

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