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17 de fevereiro de 2026

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Amazônia: 7 animais que fingem de mortos para sobreviver

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Já se perguntou se algum bichinho já te enganou fingindo estar morto? Esse comportamento, chamado tanatose, é uma estratégia de defesa esperta utilizada por muitos animais na natureza. Quando se sentem ameaçados, eles ficam completamente imóveis, relaxam os músculos e a respiração, simulando a morte para despistar predadores.

Pesquisas mostram que essa imobilidade extrema funciona porque muitos predadores preferem presas vivas e evitam animais que parecem doentes ou mortos. E na Amazônia, essa tática é bem comum.

“A tanatose é uma resposta comportamental em que o animal entra em um estado de imobilidade extrema, muitas vezes com o corpo relaxado ou membros dobrados, simulando um animal morto. Permanecer imóvel pode salvar a vida, mas também pode tornar a presa vulnerável se o predador insistir”, explica o biólogo João Pedro Costa Gomes.

Segundo o pesquisador, essa reação geralmente acontece quando outras estratégias de defesa, como fugir ou se camuflar, não funcionam. Estudos indicam que a tanatose tem uma base evolutiva, ou seja, alguns indivíduos e espécies são mais propensos a usá-la, dependendo do risco e do benefício.

A tanatose é mais comum do que imaginamos e pode ser vista em besouros, gafanhotos, aranhas, rãs, lagartos, aves e até mamíferos como o gambá.

“Na Amazônia, a gente encontra essa estratégia em aranhas-caranguejeiras, gorgulhos, pequenos anfíbios, cobras terrestres e filhotes de aves, cada um usando a tática do seu jeito. Mas todos se beneficiam da mesma ideia: enganar o predador para ter tempo de escapar”, afirma Gomes.

Confira sete animais da Amazônia que usam a tanatose para se proteger:

Aranha-caranguejeira

Foto: João Pedro Gomes

A aranha-caranguejeira (Paratropis sp.) usa essa tática quando se sente ameaçada por pássaros, lagartixas, sapos, rãs e outras aranhas.

Gambá-comum (Mucura)

Didelphis marsupialis. Foto: Raúl Álvarez Mora

O gambá-comum (Didelphis marsupialis), conhecido popularmente como mucura, finge de morto para escapar de aves de rapina, felinos como o gato-do-mato e a onça-pintada, e até mesmo de nós, humanos.

Inhambu-pixuna

Crypturellus cinereus. Foto: Antonino Gonçalves Medina

O inhambu-pixuna (Crypturellus cinereus) utiliza a tanatose para se proteger de corujas, gaviões, onças, jaguatiricas, jiboias e pequenos mamíferos como quatis e iraras.

Lagarto de olhos elegantes

Cercosaura argulus. Foto: Felipe Campos

O lagarto de olhos elegantes (Cercosaura argulus) adota essa estratégia diante de aves, serpentes e pequenos mamíferos insetívoros.

Cobra-de-terra-de-colar

Atractus torquatus. Foto: Marco Aurelio de Sena

A cobra-de-terra-de-colar (Atractus torquatus) pode fingir de morta para escapar de aves de rapina, outras serpentes e mamíferos carnívoros.

Perereca Mapinguari

Dendropsophus mapinguari. Foto: Pedro Peloso/Museu Paraense Emílio Goeldi

A perereca mapinguari (Dendropsophus mapinguari) usa a tanatose quando se sente em perigo, se protegendo de diversas aves, répteis e mamíferos da floresta.

Gorgulho-de-bico-curto

Platyomus marmoratus. Foto: Elendil Cocchi

O gorgulho-de-bico-curto (Platyomus marmoratus) recorre à tanatose quando se sente ameaçado por aves, pequenos mamíferos, répteis e aranhas.

De acordo com o biólogo, a tanatose é parte de uma constante disputa evolutiva entre predadores e presas. Essa adaptação, que pode parecer estranha para nós, continua garantindo a sobrevivência de muitas espécies nas florestas, campos e rios do mundo, inclusive no coração da Amazônia.

Com informações do Portal Amazônia.

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