O combate à violência contra a mulher é lembrado em duas datas importantes: o Dia Internacional (25 de novembro) e o Dia Nacional (10 de outubro). No entanto, a luta exige ações concretas, redes de apoio eficientes e, acima de tudo, atenção constante. No Amazonas, mulheres dedicadas têm se destacado na proteção e acolhimento de vítimas, transformando a realidade de muitas vidas.
Duas profissionais se destacam nesse cenário: a defensora pública Carol Vaz e a delegada aposentada Débora Mafra. Ambas, com suas iniciativas, buscam não apenas reprimir a violência, mas também oferecer suporte integral às mulheres e suas famílias, garantindo dignidade e oportunidades de recomeço.

Carol Vaz, defensora pública e coordenadora do Projeto Órfãos do Feminicídio, atua no Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem), oferecendo acompanhamento jurídico e psicossocial às crianças que perdem suas mães vítimas de feminicídio. “Esse projeto ganhou o prêmio Inovari, em 2021. Nós fazemos o acompanhamento jurídico e psicossocial dessas famílias que ficam depois de um feminicídio, principalmente das crianças menores”, explica Carol. O Nudem também oferece atendimento integrado, evitando a revitimização das mulheres e encaminhando-as para serviços essenciais, como creches, escolas, auxílio-aluguel e casas-abrigo.
Já a delegada aposentada Débora Mafra, especialista em crimes contra a mulher, implementou um modelo de atendimento humanizado, priorizando o acolhimento e a escuta atenta das vítimas. “Nós temos que acolher a mulher porque ela foi vítima de violência doméstica e não questionar o porquê. Se foi vítima, já merece todo carinho e todo acolhimento”, afirma. Débora ressalta a importância da denúncia como ferramenta de proteção: “A maioria das vítimas de feminicídio nunca denunciou. Quanto mais denúncia, menos mulheres morrem”.
Para auxiliar no combate à violência, o Amazonas conta com ferramentas como o Sistema De Apoio Emergencial A Mulher (SAPEM), o aplicativo Alerta Mulher, a Ronda Maria da Penha e delegacias especializadas. A atuação conjunta de profissionais dedicados e a conscientização da sociedade são fundamentais para construir um futuro mais seguro e justo para as mulheres.
Com informações do Portal Amazônia.












