Após seis anos de recuperação judicial, o governo do Amapá anunciou a retomada da mineração de ferro em Pedra Branca do Amapari, com a reativação da mina Azteca. A iniciativa faz parte do Projeto Ferro Amapá, uma parceria entre o governo estadual e a DEV Mineração, com um investimento previsto de US$ 200 milhões, além de um pagamento inicial de R$ 5 milhões ao município.
O projeto prevê a construção de uma ferrovia e de um porto para escoar a produção, além de um aporte imediato de R$ 10 milhões para quitar salários atrasados de funcionários das mineradoras. O prefeito de Pedra Branca, Marcelo Pantoja, expressou alívio com a medida, destacando que ela permitirá “retomar a nossa capacidade de investimento, fazer mais obras e ampliar o investimento social. Quem ganha é o Amapá e Pedra Branca”.
O investimento inicial é de US$ 6 bilhões para reativar a mina Azteca, e a expectativa é que a exploração comece em 2026, com capacidade de produção de até 6 milhões de toneladas de minério por ano e uma vida útil de cerca de 16 anos. O governo estadual espera gerar vagas de emprego já no primeiro semestre de 2026.

A mineração no Amapá começou na década de 1950 com a Indústria e Comércio de Minérios (Icomi) e passou por diversas empresas, como MMX de Eike Batista, Anglo Ferrous e Zamin, antes de ser interrompida. Durante o período de maior produção, Pedra Branca do Amapari chegou a ter a maior renda per capita do estado, com a presença de 93 empresas e a geração de mais de 15 mil empregos. A retomada da atividade mineral deve seguir técnicas sustentáveis, considerando o histórico de acidentes ligados à mineração no município.

Com informações do Portal Amazônia.










