Estudantes da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) desenvolveram uma bengala inteligente que promete dar mais independência e segurança para pessoas com deficiência visual. O projeto, idealizado por alunos do curso de Tecnologia em Redes de Computadores, combina tecnologia e inclusão social de forma acessível.
A bengala utiliza sensores ultrassônicos, um microcontrolador Arduino, um motor vibratório e um sinal sonoro acoplados a uma bengala dobrável de alumínio. Essa combinação permite detectar obstáculos em diferentes distâncias e alturas, alertando o usuário através de vibrações e sons.
“O desenvolvimento da bengala inteligente foi um desafio tanto em termos de software quanto de hardware. Precisamos conciliar um custo de produção baixo com a necessidade de um dispositivo confiável e eficiente. O software foi otimizado para superar as limitações do hardware de baixo custo”, explica Milton Ribeiro, um dos estudantes envolvidos no projeto.
O professor José Pinheiro ressalta que o dispositivo foi pensado para atender às necessidades de diferentes usuários, incluindo aqueles com deficiência visual e auditiva. “A bengala detecta obstáculos e emite alertas sonoros e vibratórios, adaptando-se às necessidades de cada pessoa. É uma solução simples, acessível e funcional”, afirma o professor.
A equipe pretende patentear o projeto e registrar o software desenvolvido. Além disso, planejam adicionar novas funcionalidades, como um botão de emergência que enviaria a localização do usuário para contatos de confiança.
Francivaldo Sousa, outro autor do projeto e estudante cego, contribuiu com sua experiência pessoal para o aprimoramento da bengala. “A bengala tradicional não detecta obstáculos acima do nível do chão. Com a bengala inteligente, o usuário é alertado antes de esbarrar, pois ela vibra e emite sons conforme a distância do obstáculo”, explica Francivaldo.
Para ele, a iniciativa representa um avanço importante em termos de acessibilidade e inclusão. “Essa bengala é fácil de usar e tem um custo baixo, permitindo que mais pessoas com deficiência visual tenham acesso a um recurso que aumenta sua independência. Estou orgulhoso de poder ajudar outras pessoas com deficiência por meio da tecnologia”, completa o estudante.
O protótipo foi construído com um investimento inferior a R$ 200 em recursos tecnológicos, demonstrando que é possível criar soluções inovadoras e acessíveis com um orçamento limitado. O projeto é um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada para promover a inclusão social e melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência.











