Rússia responde aos EUA com provocação: imitou post americano sobre a Venezuela com ameaça direta. Veja o que aconteceu!
O governo russo respondeu aos Estados Unidos nesta terça-feira (6) com uma provocação, imitando um post americano divulgado após a recente operação na Venezuela. Dimitri Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, publicou uma arte no X (antigo Twitter) com a frase “Não brinque com a Rússia”.
A postagem russa é uma referência direta à arte divulgada no sábado (3) pelo Departamento de Estado dos EUA, que mostrava o ex-presidente Donald Trump em preto e branco com a mensagem: “Não brinque com o presidente Trump”. A publicação americana ocorreu horas após militares americanos atacarem Caracas e capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro, que foi levado para Nova York para enfrentar acusações criminais.
A operação americana foi duramente criticada pela Rússia. O Kremlin expressou “profunda preocupação” com a ação, condenando o que considerou um “ato de agressão armada” por parte dos EUA. Em sessão do Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira (5), o embaixador russo Vasily Nebenzya pediu a libertação de Maduro e acusou os EUA de serem “hipócritas e cínicos”, classificando a operação na Venezuela como criminosa.
“Com suas ações, os EUA estão gerando um embalo para um novo momento para neocolonialismo e imperialismo”, afirmou Nebenzya durante a reunião na ONU. Já nesta terça-feira, Medvedev intensificou a resposta russa ao imitar a publicação do Departamento de Estado americano. A arte russa utiliza a Catedral de Cristo Salvador, em Moscou, como plano de fundo.
Junto com a imagem, Medvedev escreveu: “Feliz Natal Ortodoxo, mundo russo!”. A Rússia celebra o Natal na quarta-feira (7), seguindo a tradição da Igreja Ortodoxa. O presidente russo, Vladimir Putin, deve participar de uma missa natalina nesta terça-feira em uma igreja diferente da que aparece na postagem de Medvedev.
A troca de mensagens ocorre em meio a tensões crescentes entre os dois países, com a Rússia criticando abertamente a política externa dos Estados Unidos e defendendo seus próprios interesses geopolíticos.
Com informações do G1










