Senado deve analisar empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios em fevereiro. Tesouro já aprovou a operação com garantia
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou confiança na aprovação do empréstimo de R$ 12 bilhões destinado aos Correios. A declaração foi feita nesta sexta-feira (19), após a aprovação do orçamento federal para 2026 pelo Congresso Nacional.
“Eu não posso falar pelo Senado todo, mas eu acho que como nós votamos na LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] o espaço fiscal e orçamentário para caber o empréstimo, nós já votamos sobre isso. Então eu acho que quando chegar a matéria os senadores vão debater. Então, eu acho que entra”, disse Alcolumbre.
O Tesouro Nacional já havia aprovado o pedido de empréstimo com garantias, parte do plano de reestruturação da estatal. O valor total da operação é de R$ 12 bilhões, com a garantia de que, caso os Correios não consigam arcar com as parcelas, o Tesouro Nacional assumirá a dívida.
A taxa de juros definida para o empréstimo ficou em 115% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), abaixo do limite máximo de 120% do CDI estabelecido pelo Tesouro. A taxa mais alta havia sido o motivo da rejeição de uma tentativa anterior de empréstimo.
A proposta agora segue para análise do Senado, que deverá ocorrer após o término do recesso parlamentar, a partir de fevereiro. O regimento interno da Casa prevê a avaliação de todas as operações financeiras externas que envolvam a União, Estados, Municípios e empresas públicas.
O processo de aprovação no Senado incluirá a análise pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e, posteriormente, a votação no plenário. A aprovação do empréstimo é crucial para a reestruturação dos Correios e para a manutenção da prestação de serviços postais em todo o país.
A sessão do Congresso Nacional que aprovou o orçamento para 2026 foi conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A aprovação do empréstimo para os Correios é vista como um passo importante para a estabilização financeira da empresa.
Com informações do G1










