Mercosul-UE: acordo histórico é aprovado e abre portas para maior zona de livre comércio do mundo
O vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, celebrou nesta sexta-feira (9) a aprovação provisória do acordo Mercosul-União Europeia pelos países do bloco europeu.
Segundo Alckmin, 30% dos exportadores brasileiros vendem produtos para países da União Europeia, o que representa cerca de 9 mil empresas. “30% dos exportadores brasileiros vendem para UE e que acordo entre blocos é o maior do mundo”, afirmou o vice-presidente.
Mais cedo, nesta sexta, os países da União Europeia confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul, a maior zona de livre comércio do mundo. A informação foi divulgada pelo Chipre, que detém a presidência rotativa do bloco. De acordo com a presidência do Chipre, uma ampla maioria dos estados-membros da UE apoiam o acordo de livre comércio com o bloco sul-americano. Os países tinham até às 17h, no horário de Bruxelas (13h no horário de Brasília) para confirmar seus votos por escrito.
Segundo o governo brasileiro, trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais. O Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões de dólares.
De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.
Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e tem impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diferentes segmentos da indústria brasileira. A expectativa é de um impulso significativo para a economia nacional.
O acordo ainda precisa passar por etapas de ratificação pelos parlamentos de cada país, mas a aprovação provisória representa um marco importante para a integração comercial entre os blocos.
Com informações do G1











