Alckmin minimiza risco de sanções dos EUA ao Irã para o Brasil, afirmando que o comércio bilateral é ‘pequeno’
O vice-presidente Geraldo Alckmin avaliou nesta quinta-feira (15) que uma possível sanção do governo dos Estados Unidos (EUA) a países que mantêm relações comerciais com o Irã não deverá afetar significativamente o mercado brasileiro. A declaração ocorre após o presidente americano, Donald Trump, anunciar a intenção de punir nações que realizarem negócios com o Irã, em um contexto de crescente tensão entre os dois países. A decisão, contudo, ainda não foi formalizada.
“Estados Unidos colocou que não quer que haja comércio com o Irã, mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. A maioria dos países têm algum tipo de exportação [com o país do Oriente Médio], a nossa relação comercial com o Irã é pequena”, afirmou Alckmin, durante o programa Bom Dia Ministro.
Alckmin também questionou a viabilidade da aplicação de sobretaxas, argumentando que “Acho que a questão da supertarifação é difícil de ser aplicada. Teria que aplicar em mais de 70 países do mundo [que também fazem comércio com o regime iraniano]”.
A medida proposta pelos EUA prevê a cobrança de uma sobretaxa de países que realizarem transações com o mercado americano, em resposta ao comércio com o Irã. A escalada de tensões entre os dois países tem gerado preocupações no cenário internacional.
Em 2025, o Irã ocupou a 11ª posição entre os destinos das exportações do agronegócio brasileiro, de acordo com dados do Agrostat, banco de dados do Ministério da Agricultura. O volume de negócios, no entanto, é considerado pequeno em comparação com outros parceiros comerciais do Brasil.
Apesar da avaliação de Alckmin, o governo brasileiro acompanha de perto a situação e os desdobramentos da política americana em relação ao Irã. A eventual aplicação de sanções pode gerar impactos indiretos na economia global, afetando o comércio internacional e os preços de commodities.
– Esta reportagem está em atualização.
Com informações do G1










