O agronegócio paraguaio vive um momento de forte crescimento, impulsionado por investimentos significativos de empresas e produtores brasileiros. Atraídos por um sistema tributário mais favorável, custos operacionais reduzidos e incentivos fiscais, os investimentos no país vizinho buscam maior competitividade e acesso facilitado a mercados internacionais.
Um dos principais atrativos é o regime Maquila, que permite às empresas pagarem apenas 1% de imposto sobre o valor agregado, além de isenção de diversos tributos sobre insumos e máquinas importadas para exportação. Cerca de 67% das operações sob esse regime no Paraguai são de capital brasileiro, com projetos industriais e logísticos em expansão, principalmente no Alto Paraná.
O governo paraguaio tem priorizado a modernização da infraestrutura logística, com planos de revitalização do sistema ferroviário, incluindo um projeto de US$ 450 milhões para conectar Assunção a Ypacaraí. Essa iniciativa, em potencial cooperação com os Emirados Árabes Unidos, visa reduzir custos de transporte e fortalecer o Paraguai como plataforma de exportação para a América do Sul. [[IMG_1]]
Apesar de não competir em escala com o Brasil, o Paraguai se destaca pela combinação de baixo custo operacional, tributação simplificada e ambiente regulatório favorável ao produtor. O agronegócio brasileiro controla entre 75% e 80% das terras agricultáveis no país, introduzindo tecnologias que transformaram o Paraguai em um importante produtor de soja e milho. A safra de soja deve superar 10 milhões de toneladas, consolidando o país como uma “nova fronteira agrícola” para investidores brasileiros.
Empresas de capital brasileiro dominam o mercado de defensivos e comercialização de grãos no Paraguai, investindo em tecnologia e maquinário. O cenário também atrai o agronegócio paranaense e de outras regiões do Brasil, apesar dos desafios ambientais e conflitos fundiários existentes.
Com informações do Portal Amazônia.









