Dezenas de agentes penitenciários acamparam na entrada da sede do governo do Estado, em Porto Velho, para pressionar o governador Marcos Rocha a reabrir negociação com a categoria. Os profissionais querem que o governo envie o projeto de lei de realinhamento para a Assembleia.
A greve já dura quatro dias e o governo mantem silêncio absoluto.
Em entrevista ao “Madeirão Web”, o presidente da comissão de segurança pública, Anderson do Singeperon, do PROS, afirmou que o governo encerrou o diálogo com a categoria, após a convocação dos secretários de estado da segurança pública e de finanças, para discutir os impactos econômicos que o realinhamento da categoria poderia gerar ao estado.
De acordo com o parlamentar, “ foi criada uma comissão para discutir o assunto. Na semana seguinte o sindicato dos agentes penitenciários deliberou pela greve e o governo encerrou o diálogo mais uma vez”.
Há quatro dias em greve, a categoria aguarda um acordo judicial e tenta ser ouvida pelo governador Marcos Rocha.
Manifestação
Em uma rede social, a presidente do Singeperon, Daihane Gomes, disse que eles queriam, na manifestação de quinta-feira, apenas uma reunião com o governador.
“Estamos aqui na governadoria de forma pacífica. Nos algemamos, porque é assim que estamos nos sentindo. Estamos todos desarmados. Nós buscando o diálogo, não somos bandidos”, finalizou a sindicalista.
Ainda de acordo com o deputado Anderson, “o realinhamento dos agentes penitenciários foi discutido na gestão passada e, homologada pela justiça, e que teria o prazo de até o final de fevereiro de 2019, para ser encaminhado ao parlamento para deliberação e votação, mas o governo não cumpriu e, o sindicato está executando o acordo judicial e aguarda o posicionamento da justiça, para que faça com que o governo cumpra o acordo”, destacou.
O presidente da comissão de segurança pública na assembleia legislativa apresentou três projetos, na sessão de terça-feira, dia 12, que derrubaria os vetos do governo na área de segurança. “ Um deles se refere à intervenção nos presídios, que considero desnecessário e que tem gerados gastos ao erário. Outro trata das escalas dos agentes penitenciários e o terceiro projeto trata das atribuições da Polícia Civil.
A entrevista com o deputado Anderson do Singeperon, você pode assistir na íntegra, no nosso portal na internet: www.madeiraoweb.com.br.











