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25 de março de 2026

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Agentes de trânsito falam sobre os desafios da profissão onde homens são a maioria

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Elas ocupam os mais variados cargos na administração municipal e desempenham a prestação de serviços aos munícipes com maestria. Mesmo sendo minoria na fiscalização e educação de trânsito de Porto Velho, representando cerca de 30% do efetivo, as mulheres que atuam na função de agente na Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran) vencem diariamente os mais variados desafios.

Bruna Burak é agente de trânsito há 11 anos

Bruna Burak é agente de trânsito há 11 anos

Bruna Burak, que é agente de trânsito há 11 anos, conta que apesar do estereótipo de que a mulher é um sexo frágil e, neste caso, a atividade envolver o papel fiscalizador e de repreensão, durante as abordagens os condutores mantém o respeito, sem nenhum tipo de discriminação.

“Olha, eu acho que o carisma feminino tem um diferencial. A gente consegue ter uma postura mais firme, mas de forma sútil, sem usar grosseria. Tanto os homens como as mulheres, quando abordados por nós, tendem a levar com mais tranquilidade. Noto isso nas abordagens que faço, eles agem com mais tranquilidade”, comentou a servidora que trocou o emprego em uma empresa privada para tornar-se agente.

Para Elaine Ribeiro, a atividade profissional é uma oportunidade de ensinar sobre trânsito, planejar e executar programas educativos pautados por diretrizes que incluem fortemente a educação e a segurança, uma tarefa nada fácil que demanda apoio da família.

Presença feminina imprime uma caraterística mais humanizada
Presença feminina imprime uma caraterística mais humanizada

“Eu sempre gostei desse meio. Sempre quis arriscar: antes arrisquei PM, Polícia Civil e consegui para agente de trânsito. Eu sempre quis trabalhar nessa área, eu gosto de desafios. Dá para conciliar bem a atividade profissional com a família. Eu tenho um filho e acho que a mulher consegue conciliar bem. Eles me apoiam, querendo ou não a abordagem feminina é mais sutil, é mais delicada, às vezes tem conflitos, mas no geral os condutores respeitam bem”, detalhou a supervisora municipal de Trânsito, com 13 anos de experiência.

Fábio do Carmo sabe bem que a presença feminina marcante das colegas de trabalho imprime uma caraterística mais humanizada na mobilidade, afinal, elas simplesmente não conseguem pensar no trânsito sem levar em conta a necessidade de mais educação, mais gentileza, mais colaboração e mais calma.

“Poderia ter um quantitativo maior, mas apesar de ser um quantitativo menor do que o de homens, elas desempenham um papel de agente trânsito com muita eficiência, chega até a ser um ponto de equilíbrio, a gente entra mais com a parte presencial e elas dão ali um equilíbrio, principalmente no fator abordagem, até pelo aspecto mesmo da natureza da mulher ser a pessoa mais pacífica na hora de uma abordagem. É bom trabalhar essa parceria, elas preenchem aquela parte que os homens têm mais dificuldade de diálogo, de abordagem. Então, para a gente que trabalha há dez anos com a parceria das meninas na Semtran, é compensador”, comentou o agente de trânsito.

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