Equador protesta após agente da imigração dos EUA tentar invadir consulado em Minneapolis. Governo equatoriano acionou nota de protesto
O governo do Equador protestou nesta terça-feira (27) após um agente do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) tentar entrar no consulado equatoriano em Minneapolis, no estado de Minnesota. A tentativa foi impedida por funcionários do consulado, que acionaram os protocolos de segurança.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Equador, o incidente ocorreu no fim da manhã. O objetivo da ação do agente do ICE ainda não foi esclarecido. A chancelaria equatoriana afirmou que a medida visava garantir a segurança dos cidadãos equatorianos presentes no local.
“Diante do ocorrido, a ministra das Relações Exteriores da República apresentou imediatamente uma nota de protesto à Embaixada dos Estados Unidos no Equador, para que atos dessa natureza não se repitam em nenhuma das repartições consulares do Equador nos Estados Unidos”, declarou o Ministério em comunicado.
Até o momento, o ICE não se pronunciou sobre o caso. O incidente acontece em um contexto de tensões devido a operações de combate à imigração realizadas por agentes federais na região de Minneapolis, que têm sido alvo de protestos por relatos de violência.
Recentemente, um enfermeiro americano foi morto a tiros por um agente da Patrulha de Fronteira em Minneapolis, no sábado (24). Duas semanas antes, outra cidadã americana faleceu após ser baleada por um servidor do ICE. Esses casos levaram autoridades locais a pedirem a retirada dos agentes do ICE da região.
O presidente Donald Trump afirmou que pretende “desescalar” a situação em Minnesota, indicando que ordenou a redução do número de agentes no local. A imprensa americana informa que integrantes do ICE devem deixar a região nos próximos dias. Além disso, Gregory Bovino, líder das operações da Patrulha de Fronteira na área, foi realocado para a Califórnia.
(Imagem ilustrativa: Carro de patrulha da ICE procura imigrantes ilegais nas ruas dos Estados Unidos. Octavio Jones/Reuters)
Com informações do G1










