O advogado Barry Pollack, conhecido por ‘libertar’ Julian Assange, assumiu a defesa de Nicolás Maduro nos EUA
Nicolás Maduro, preso em Nova York, terá como advogado Barry Pollack, especialista em direito criminal com mais de 35 anos de carreira. Ao lado de Pollack, Maduro se declarou inocente nesta segunda-feira (5) perante um tribunal de Nova York, alegando ser um “prisioneiro de guerra” do governo Trump.
Pollack ganhou notoriedade por seu papel no caso de Julian Assange, fundador do WikiLeaks. A organização vazou cerca de 700 mil documentos classificados dos Estados Unidos, gerando grande repercussão internacional. O advogado é considerado o “arquiteto” do acordo que permitiu a Assange se declarar culpado por violar a Lei de Espionagem dos EUA e, em troca, ter sua pena comutada, sendo libertado para a Austrália em 2024.
Antes de Assange, Pollack também defendeu um funcionário da Enron, a empresa de energia envolvida em um dos maiores escândalos de fraude contábil da história dos EUA. Michael W. Krautz, representado por Pollack, foi um dos poucos inocentados das acusações de crimes fiscais no âmbito federal, enquanto 22 pessoas foram condenadas.
Maduro foi capturado pelos Estados Unidos no sábado (3) em Caracas e é acusado de quatro crimes: narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos, e conspiração para a posse de armas e explosivos. Em sua primeira audiência, ele declarou inocência em todas as acusações. “Eu sou inocente. Eu sou um homem decente. Eu sou um presidente”, afirmou Maduro ao tribunal em Manhattan.
A audiência inicial foi um trâmite burocrático, onde Maduro ouviu formalmente as acusações. Uma nova audiência foi marcada para 17 de março, quando Maduro e sua esposa prestarão depoimento. O Departamento de Justiça dos EUA acusa Maduro e Cilia Flores de conspiração para o narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadores para uso no narcotráfico.
Maduro e Cilia foram capturados em uma operação militar americana na madrugada de sábado em Caracas e levados para o Centro de Detenção Metropolitano (MDC) no Brooklyn.
Com informações do G1










