Caso choca Rondônia: adolescente de 16 anos, torturada e mantida em cárcere privado, pode ter sido vítima de abuso sexual, segundo a polícia
A Polícia Civil de Rondônia revelou nesta terça-feira (3) que há indícios de que Marta Isabelle, adolescente de 16 anos que morreu após ser torturada pela família, também teria sido vítima de abuso sexual.
“Lamentável que uma adolescente que deveria estar sendo protegida dentro de sua casa, estava sofrendo vários crimes tão bárbaros. O sofrimento que essa adolescente teve durante o final da sua vida foi lento e gradual”, comentou a delegada Leisaloma Carvalho durante coletiva de imprensa.
O caso, investigado pela Delegacia de Homicídios de Porto Velho, é tratado como feminicídio. São investigados por crimes como cárcere privado e tortura: Callebe José da Silva (pai), Benedita Maria da Silva (avó paterna) e Ivanice Farias de Souza (madrasta).
Marta Isabelle foi encontrada pela polícia deitada em uma cama, coberta por um lençol e usando fralda descartável. O laudo inicial indicou desnutrição, ossos expostos, ferimentos com larvas e marcas de imobilização. A investigação aponta que o pai e a madrasta mantinham a menina amarrada com fios, obrigando-a a comer restos de comida, negando água e higiene, e sem oferecer atendimento médico para seus ferimentos.
A delegada Leisaloma informou que o pai da adolescente era ciumento e a retirou da escola há quase três anos, sob o pretexto de uma transferência para a Paraíba, isolando-a de qualquer convívio social. “Ela era castigada por qualquer motivo, inclusive por falta de motivo. Ela simplesmente era castigada”, revelou a delegada.
Conhecida como Martinha, Marta Isabelle gostava de cantar na igreja e sonhava em terminar os estudos. A tia da adolescente relatou que a última foto que tinha da sobrinha é de agosto de 2020, e que o contato entre elas diminuiu após esse período. Um vídeo da jovem cantando em um culto é o último registro em vida ao qual a família teve acesso.
“Martinha era muito amada. Sonhava em estudar, terminar os estudos e construir um futuro. Nada justifica o que fizeram com ela”, disse a tia da vítima.
Com informações do G1










