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27 de fevereiro de 2026

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Adolescente morta em Porto Velho deixou a escola há 3 anos

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Tragédia em Porto Velho: adolescente de 16 anos é encontrada morta com sinais de tortura. Pai confessou mantê-la amarrada

Marta Isabelle dos Santos, de 16 anos, foi encontrada morta em Porto Velho com sinais de tortura. A Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc) informou que a adolescente havia deixado a escola há quase três anos, após um pedido de transferência para a Paraíba, embora a família afirme que ela nunca tenha se mudado.

O corpo de Marta foi descoberto dentro de uma residência na noite de terça-feira (24). O pai da jovem, Callebe José da Silva, confessou que a mantinha amarrada todas as noites com fios elétricos. A vítima apresentava sinais de maus-tratos e desnutrição.

Segundo a Seduc, Marta estava matriculada na rede estadual até junho de 2023, quando o responsável legal solicitou a transferência. A Prefeitura de Porto Velho confirmou que a adolescente não estava inscrita na rede municipal de ensino. Uma tia de Marta relatou que a jovem permaneceu em Rondônia e interrompeu os estudos após a solicitação de transferência feita pelo pai.

A secretaria informou que a emissão da declaração escolar para transferência para outro estado é feita a pedido do responsável, sem a necessidade de comprovação de matrícula na nova escola. Todos os documentos e registros do período em que Marta frequentou a rede estadual foram solicitados para auxiliar nas investigações.

O laudo inicial da perícia indicou que Marta estava desnutrida, com ossos expostos, ferimentos infestados por larvas e marcas de imobilização prolongada. Testemunhas relataram que ela sofria maus-tratos constantes, incluindo cortes de cabelo forçados como punição. A família está presa sob suspeita de tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro.

Conhecida como Martinha, Marta Isabelle gostava de cantar na igreja e sonhava em terminar os estudos. Segundo a tia, a última foto da jovem com a família é de agosto de 2020. “Dizem que a gente sabia, mas não sabíamos de nada. Se soubéssemos, jamais teríamos permitido. Eles privaram ela de tudo: celular, redes sociais, contato com a família”, lamentou a tia. A jovem era descrita como querida e sonhadora. “Martinha era muito amada. Tinha suas rebeldias de adolescente, mas era uma menina boa, sonhadora. Sonhava em estudar, terminar os estudos e construir um futuro. Nada justifica o que fizeram com ela”, disse a familiar.

Com informações do G1

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