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04 de março de 2026

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Adiamento de execução de manifestante iraniano é confirmado

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Execução de Erfan Soltani, manifestante no Irã, foi adiada após pressão de ONGs e familiares, em meio à repressão aos protestos

A execução do manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, condenado à morte por sua participação nos protestos contra o regime liderado por Ali Khamenei, foi adiada, de acordo com a ONG Hengaw, ligada à população de etnia curda no país.

A informação foi divulgada após contato da organização com os parentes de Soltani, preso na última quinta-feira (8) em sua casa, na cidade de Karaj. “Em conversas com familiares de Irfan Soltani, a Hengaw apurou que a sentença de morte de Irfan Soltani, que havia sido anunciada anteriormente à sua família e seria executada na quarta-feira, não foi cumprida e foi adiada”, informou a organização.

Erfan Soltani trabalha na indústria de vestuário e, segundo o portal IranWire, havia ingressado recentemente em uma empresa privada. Amigos o descrevem como apaixonado por moda e estilo pessoal. Suas redes sociais revelam um jovem que aprecia musculação, esportes e uma vida simples. Ele participou ativamente dos protestos que eclodiram no Irã há cerca de um mês, impulsionados por graves problemas econômicos e a forte desvalorização do rial, a moeda nacional.

Antes de sua prisão, Soltani teria recebido ameaças de agentes de segurança, mas manteve sua participação nos protestos. “Erfan havia recebido mensagens ameaçadoras de fontes de segurança antes de sua prisão, mas manteve-se firme nos protestos. Ele disse à família que estava sendo vigiado, mas se recusou a recuar”, relatou uma fonte ao IranWire. Ele foi preso próximo à sua residência, no distrito de Fardis, em Karaj, e permaneceu desaparecido por três dias, até que agentes de segurança informaram sua família sobre a condenação à morte no domingo (11).

Uma fonte próxima à família, que preferiu não se identificar, denunciou a pressão sofrida e a impossibilidade de obter assistência jurídica. “A família está sob extrema pressão. Até mesmo um parente próximo, que é advogado, tentou assumir o caso, mas foi impedido e ameaçado por agentes de segurança. Disseram a ele: ‘Não há processo para analisar. Anunciamos que qualquer pessoa presa nos protestos será executada.’”, relatou. A sentença de Soltani é baseada na acusação de Moharebeh – que pode ser traduzida como “ódio contra Deus” – um crime frequentemente utilizado no Irã, onde centenas de pessoas já foram executadas sob essa acusação.

Segundo informações divulgadas pelo portal NDTV, Soltani não teve direito a defesa antes da condenação, e seus familiares tiveram apenas dez minutos para visitá-lo. A repressão aos protestos no Irã já teria deixado cerca de 2.000 pessoas mortas, conforme revelado por um membro do governo iraniano à agência Reuters na terça-feira (13).

Com informações do G1

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