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Acordo UE-Mercosul: Justiça analisa validade e líderes reagem

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Acordo comercial entre União Europeia e Mercosul enfrenta questionamentos na Justiça. Veja a reação de líderes europeus ao impasse

Líderes da União Europeia e do Mercosul celebraram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio, encerrando mais de 25 anos de negociações. No entanto, o futuro do acordo agora está sob análise judicial.

Líderes europeus começaram a se manifestar no X (antigo Twitter) sobre a votação no Parlamento Europeu que decidiu paralisar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. A decisão, tomada nesta quarta-feira (21), impede, em tese, a entrada em vigor do acordo por vários meses.

Além disso, a votação encaminha os termos do acordo para o Tribunal de Justiça da União Europeia para que sua legalidade seja revisada. A medida gerou reações diversas entre os representantes dos países europeus.

Friedrich Merz, chefe de governo da Alemanha, criticou a decisão do Parlamento Europeu. Em publicação no X, escreveu: “A decisão do Parlamento Europeu sobre o acordo Mercosul é lamentável. Ela avalia mal a situação geopolítica. Estamos convencidos da legalidade do acordo. Chega de atrasos. O acordo deve agora ser aplicado provisoriamente”.

Já Jean-Noël Barrot, Ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França, defendeu a análise judicial do acordo. Em sua publicação no X, afirmou: “ao submeter o acordo com o Mercosul ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o Parlamento Europeu agiu em consonância com a posição que temos defendido. A França está disposta a dizer não quando necessário, e a história muitas vezes comprova isso. A luta continua para proteger a nossa agricultura e garantir a nossa soberania alimentar”.

A decisão do Parlamento Europeu reflete preocupações com o impacto ambiental e social do acordo, especialmente em relação à agricultura europeia. A análise do Tribunal de Justiça da União Europeia será crucial para determinar o futuro da parceria comercial entre os dois blocos.

*Essa reportagem está em atualização

Com informações do G1

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