O açaí, fruta nacionalmente reconhecida pela Lei nº 15.330/2026, expande sua importância para além da culinária, consolidando-se como ingrediente chave no artesanato e, especialmente, na produção de biocosméticos. Em Santarém (PA), o Centro de Artesanato do Tapajós Cristo Rei é um polo onde essa transformação acontece, unindo tradição e inovação de forma sustentável.
A loja Maniere Artesanatos e Aromas é um exemplo notável, oferecendo uma variedade de biocosméticos à base de açaí, como sabonetes em barra e líquidos, hidratantes, esfoliantes, perfumes, body splash, aromatizadores de ambiente e para carro, difusores de aromas, álcool gel de açaí, água para lençóis e escalda-pés relaxante.

A artesã Marilene Figueiredo, responsável pela produção artesanal e familiar, explica: “A Maniere Artesanatos e Aromas é uma empresa familiar, e cada produto é feito por mim, um a um, de forma totalmente artesanal. A marca surgiu há cerca de dez anos, quando ainda tínhamos uma loja de perfumaria. Com o tempo, nossos clientes começaram a procurar produtos para aromatizar ambientes. Fui pesquisar sobre esse universo e me encantei com as inúmeras possibilidades de criação”.
A crescente demanda por produtos naturais impulsiona a Maniere, que já conta com mais de 15 itens à base de açaí. “Hoje, temos mais de 15 biocosméticos à base de açaí, entre produtos para o corpo e para o ambiente. São itens que encantam não só os turistas, mas também muitos moradores de Santarém que ainda não conheciam esse trabalho”, conta Marilene. A proposta é transformar a riqueza da Amazônia em uma experiência sensorial única.

O empreendedor Mailson Soares Figueiredo, esposo de Marilene, ressalta o impacto social e econômico do negócio: “O açaí é muito importante para nós. Pensamos em criar produtos que levem a essência da nossa região. Aqui no Cristo Rei, turistas e visitantes podem levar um pouco do cheiro e do aroma da Amazônia, além de presentear outras pessoas com uma lembrança que representa a nossa cultura”.

A iniciativa, impulsionada pela nova legislação que reconhece o açaí como fruta nacional, contribui para valorizar o produto brasileiro, fortalecer a identidade amazônica e combater a biopirataria. Segundo o secretário municipal de Turismo, Emanuel Júlio Leite, “A valorização do açaí e o trabalho dos empreendedores refletem um momento positivo da Amazônia no campo da bioeconomia”.
Com informações do Portal Amazônia.










