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22 de fevereiro de 2026

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Acadêmicos de engenharia conhecem estrutura do Porto de Porto Velho durante visita técnica

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Acadêmicos de engenharia civil tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura portuária

A Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph) rececpcionou discentes de diferentes instituições de ensino superior do estado, em visita técnica ao Porto de Porto Velho, na sexta-feira (21), como parte do encerramento do Congresso Estadual de Engenharia e Agronomia de Rondônia. Uma das palestras do evento foi focada nas operações portuárias e transporte fluvial, fator que motivou a visita ao Porto.

Os alunos do curso de engenharia civil tiveram a oportunidade de assistir a uma breve apresentação das aplicações da engenharia no contexto do modal aquaviário, conhecer as operações, explorar o cais flutuante; um diferencial entre os portos da região, e as rampas Roll-on/Roll-off. Também observaram, de perto, os processos de carregamento e descarregamento das balsas e barcaças, enriquecendo o entendimento prático sobre a logística e a engenharia portuária.

DA TEORIA À PRÁTICA

O professor Guilherme Silveira Simões, que leciona a disciplina Portos e Hidrovias em uma das universidades participantes do congresso, ressaltou que, os acadêmicos puderam verificar na prática alguns dos conceitos apresentados nos conteúdos teóricos, como os carregamentos das balsas, as amarrações e os tipos de embarques e desembarques que são realizados.

“Foi uma visita muito proveitosa, com aplicação prática, que realmente abriu os olhos dos alunos. Não foi somente uma visita teórica da diversidade que a engenharia tem dentro da área portuária. Que isso abra novos horizontes para melhoria da empregabilidade dos estudantes, e até mesmo, sirva para visualização de oportunidades de empreendimento dentro do setor portuário de operações, relacionadas aos portos”, destacou o docente.

Os acadêmicos observaram os processos de carregamento e descarregamento das balsas e barcaças

A acadêmica do 9º período de engenharia civil, Érica Cristina dos Santos Bueno, pontuou acerca da visita. “Minha expectativa pessoal era descer até o cais. Para mim seria perfeito, só que foi bem além. Com a visita técnica vi como funciona toda a operação. O fiscal da Soph tirou as dúvidas que tínhamos, sobre como a engenharia pode trabalhar na área portuária. Muita gente que faz engenharia civil acredita que só tem um ramo para seguir, que é o da construção, predial, e esquece que o curso tem outros ramos. Acredito que isso fez abrir os olhos de muitos alunos. Foi bem interessante, foi bacana, foi leve, nos proporcionou bastante aprendizado.”

ALTERNATIVAS DE FORMAÇÃO

Acompanhando a excursão, estava o fundador da instituição que concebeu o evento, Nélio Alencar, que destacou a relevância dessas experiências na formação dos alunos: “É importante para o mercado de trabalho e para a engenharia do estado de Rondônia, para fomentarmos a formação de engenheiros navais, de segurança do trabalho ou ambiental, e criarmos interesse na especialização nessas áreas”.

Alencar convidou o palestrante e engenheiro civil Maurício Villar, do Rio de Janeiro, que sugeriu o tema devido ao conhecimento e atuação em portos marítimos, e também pelo crescente interesse em alternativas verdes para o transporte de cargas, como evidenciou. “A navegação fluvial está ligada à preservação, medição de níveis, sinalização e o combate à degradação das margens dos rios, além de oferecer um menor preço, o que interessa muito aos estados onde o escoamento se dá pelas bacias.”

INTERCÂMBIO DE CONHECIMENTOS

Reforçando o compromisso do Porto com a educação e a formação profissional de qualidade, o presidente do Porto de Porto Velho, Fernando Parente, enfatizou a importância de iniciativas como essa para a formação dos futuros engenheiros. “Nossas portas estão sempre abertas para fomentar o conhecimento e promover o intercâmbio de saberes, aproximando os estudantes das realidades e desafios do setor portuário e do transporte fluvial. Esperamos que os acadêmicos tenham tido uma experiência enriquecedora, com uma compreensão mais profunda das operações portuárias, suas complexidades e seu potencial para contribuir com o desenvolvimento econômico e ambiental de nossa região.”

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