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19 de fevereiro de 2026

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Abridores de letras: a arte que colore a paisagem brasileira

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Um ofício que transcende a simples comunicação visual, a arte dos abridores de letras – ou letristas – revela um rico patrimônio cultural brasileiro. Pesquisadores têm se dedicado a mapear e analisar essa produção artesanal, que ganha expressões únicas em diferentes regiões do país.

A designer paulistana Priscila Farias, estudiosa da forma das letras no espaço público, traça paralelos com o filete portenho, estilo ornamental argentino. No Brasil, a prática se manifesta de diversas formas, desde a pintura de carrocerias de caminhões até letreiros e fachadas de lojas.

Imagem colorida mostra O filete portenho em uma banca de Buenos Aires
Foto: Priscila Farias/ Revista Fapesp

A pesquisa, iniciada na década de 1990, busca valorizar a produção dos letristas populares e abrir o olhar para essa manifestação cultural presente nas ruas. Em Pernambuco, o projeto “Abridores de letras de Pernambuco” documenta o trabalho de artistas que utilizam o pincel para criar letras ornamentadas sob encomenda.

Na Amazônia, a tradição ganha contornos próprios, como revela a designer Fernanda Martins. Em comunidades ribeirinhas do Pará, as letras coloridas e decoradas adornam embarcações, refletindo uma identidade local e um saber transmitido ao longo do tempo. O projeto “Letras que flutuam” busca preservar e divulgar esse ofício, mapeando profissionais e combatendo a apropriação indevida de seu trabalho.

imagem colorida mostra pintor escrevendo palavras em casco de barco
Letras decoradas em barcos da Amazônia são obra de pintores como Raimundo Gonçalves da Silva, da Ilha de Marajó (PA) Foto: Arquivo/ Instituto Letras que Flutuam

A sobrevivência dessas tradições depende da valorização dos letristas e do reconhecimento de seu trabalho como patrimônio cultural, como já ocorreu com o filete portenho em Buenos Aires. A pesquisa e a documentação, como as realizadas por Fátima Finizola e Fernanda Martins, desempenham um papel fundamental nesse processo, revelando a riqueza e a diversidade da memória gráfica brasileira.

Imagem colorida mostra caderno aberto com letras do alfabeto em diferente tipografias
Catálogo com tipografia decorativa comum no século XIX, em registro do Instituto Letras que flutuam

Além da preservação, a pesquisa aponta para a importância de reconhecer o “sotaque tipográfico” de cada região, como o estilo particular encontrado no Rio de Janeiro no início do século XX, demonstrando que a arte dos letristas é uma expressão autêntica da identidade cultural brasileira.

Imagem em preto em branco mostra fachada de prédio antigo no Rio de Janeiro com letreiras escritas a mão
Letreiros no largo da Carioca, centro do Rio de Janeiro, em 1903. Foto: Augusto Malta / Coleção Gilberto Ferrez / Acervo Instituto Moreira Salles

Com informações do Portal Amazônia.

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