Expedição científica encontra vestígios de ocupação humana milenar no oeste do Amazonas, perto da Colômbia.
Pesquisadores encontraram 50 sítios arqueológicos durante uma expedição científica no oeste do Amazonas, ao longo do Rio Japurá, próximo à fronteira com a Colômbia. Os achados revelam vestígios da ocupação humana na Amazônia e funcionam como uma ‘linha do tempo’ da história amazônica, segundo os arqueólogos.
Entre 9 de fevereiro e 2 de março, a equipe do Instituto Mamirauá percorreu 200 km do Alto Japurá, registrando gravuras rupestres, cerâmicas antigas, terra preta, fontes de matérias-primas e objetos do Ciclo da Borracha.
O trabalho faz parte de uma ação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), visando reunir dados ambientais, arqueológicos e socioculturais para orientar políticas de conservação da floresta e valorização do patrimônio histórico. “A identificação dos sítios e dessas informações históricas ajuda a pensar políticas públicas e estratégias de proteção para essas áreas de floresta que ainda não têm destinação definida”, afirmou o arqueólogo Márcio Amaral, do Instituto Mamirauá.
Indígenas e ribeirinhos tiveram papel fundamental na expedição, conduzindo os pesquisadores até os sítios e compartilhando relatos sobre a ocupação da região. “Eles carregam relatos e conhecimentos que contribuem para a pesquisa. Nós somos como pontes, enquanto eles são as principais fontes desses espaços”, explicou Amaral.

Um relatório será entregue ao IPHAN, com os primeiros resultados já apresentados em oficina em Manaus. A iniciativa conta com a participação de diversas instituições, incluindo o Field Museum (Chicago), INPA, IPAM, COIAB e Amazon Conservation Team.
Com informações do Portal Amazônia.










