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Uso prolongado de anti-inflamatórios pode trazer riscos à saúde

Provavelmente você já tomou um anti-inflamatório por conta própria, para diferentes problemas, e afirma ter obtido o resultado esperado. O que talvez nem todo mundo sabe, é que o abuso dessas medicações podem gerar complicações à saúde e ao bem estar.

Contudo, a realidade é preocupante: o Brasil é conhecidamente um dos países onde mais acontece a automedicação e em tempos de pandemia, essa prática está cada vez mais comum, sendo que muitas pessoas estão ‘fugindo’ das consultas e hospitais. Além disso, os anti-inflamatórios estão entre os remédios mais utilizados no mundo e são facilmente comprados sem receita médica.

O médico especialista em Ortopedia e Traumatologia, que atua na Clínica de Fraturas em Erechim, Miguel F. Do Amaral Neto, alerta que as principais preocupações envolvem o uso de medicações de forma prolongada por grupo especiais de pessoas, tais como idosos, diabéticos e hipertensos, sem o acompanhamento de um profissional. Isso pode gerar abuso de doses, uso prolongado ou mesmo a ingestão de remédios contraindicados para determinados pacientes.

Dr. Miguel explica que os processos inflamatórios são desencadeados como uma forma de defesa às lesões teciduais ou infecção, que ocorrem para eliminar agentes irritantes ou microrganismos e potencializar a reparação tecidual. “O uso de medicamentos nesse processo deve ter um período estipulado, evitando uma utilização crônica, e direcionado especificamente para a causa do processo inicial”, reforça, citando que o excesso de anti-inflamatórios pode gerar prejuízos em vários órgão, tais como rins (alteração da função renal); sistema gastrointestinal (gastrites e dores locais); coração, entre outros.

Por isso, vale a atenção redobrada quanto à adequação e orientação médica. “No caso dos anti-inflamatórios, o uso por uma semana a 10 dias é suficiente para trazer resultados, porém, depende da indicação”, acrescenta o médico.

Na prática de atividades físicas

Para quem pratica atividades físicas de forma mais intensa, os riscos também são expressivos e podem representar, inicialmente, uma falsa sensação de melhora e conforto imediato.

Conforme o especialista, a automedicação desse público, sem um acompanhamento adequado, pode mascarar lesões mais leves e, dessa forma, permitir a manutenção do exercício com menos dor, aumentando o risco de agravamento de doenças que necessitariam de diagnósticos e tratamentos precoces.

Dica do especialista!

Dr. Miguel ressalta que a principal orientação à todos é evitar a automedicação, principalmente de anti-inflamatórios. “Procure consultar antes de iniciar um tratamento, investigue o motivo das dores e não corra riscos trazidos por medicações utilizadas de forma incorreta”, salienta.
Fonte Jornal Bom Dia