Patrimônio: Ferroviários cobram respeito ao acervo da ferrovia EEFMM

Por sua conta e risco, mas diante da suposta omissão atribuída ao poder público e político, a diretiva da Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) exortou nesta quarta-feira, 12, a todos os rondonienses para que se empenhem nas campanhas de resgate de peças e acessórios furtados do acervo da ferrovia.
Historicamente, sabe-se, que, “peças, materiais e equipamentos vêm sendo furtados por falta de segurança e vigilância em entorno do Complexo Ferroviário”, admite o presidente José Bispo, 83 anos. Outro dia, uma roldana de uma locomotiva foi achada em um ferro velho no bairro Lagoinha e agora, outra engrenagem de mais de 100 quilos, reapareceu.

Conservação

Para equacionar a proteção do patrimônio ferroviário e cultural da cidade, onde se inclui a preservação e conservação em suas linhas originais os imóveis da centenária Vila Ferroviária, a ASFEMM, no decorrer desta semana, vai discutir a melhor forma de atrair o poder público, político e entidades classistas, para o que classifica de “desafio não só aos poderes, mas também aos cidadãos”.

Documento

Através de sua Associação, os ferroviários estão finalizando um documento que projeta para melhor a segurança interna do Complexo da Madeira Mamoré, bem como prioriza a restauração da linha até a malha férrea da Vila Santo Antônio, não mais apenas até o quilômetro um que se confronta com o bairro Cai N’Agua, como pretende a Prefeitura.
A restauração dessa malha férrea pode retomar o antigo amor que os nativos porto-velhenses pela ferrovia, hoje, praticamente, “alimentado por desesperança e descrédito nas autoridades envolvidas no interminável processo de restauração, mas sem a preservação de suas linhas e formas originais”, assinala George Telles, o Carioca.

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