Ardida como Pimenta: O primeiro teste de Jair Bolsonaro

Por: Victoria Ângelo Bacon

O Senado Federal aprovou na última quarta-feira (07) o reajuste dos salários dos ministros do STF e do procurador-geral da República em 16%, gerando polêmica e mostrando um enorme desconforto da população nas Redes Sociais.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, havia se posicionado contrário ao aumento dos salários dos ministros e do procurador-geral. Bolsonaro alertou e pediu aos senadores que não era o momento para a concessão do aumento, visto que causaria efeito cascata em todo o país no momento que o Brasil tem aproximadamente 27 milhões de brasileiros ociosos procurando trabalho.

 Enquanto o salário mínimo vai para R$ 998,00, os ministros do STF e o procurador-geral receberá R$ 39,3 mil. Uma enorme contradição num momento em que todos estão sacrificando em função da situação pela qual o país atravessa.

Bolsonaro percebeu nesse primeiro teste, na condição de presidente eleito, a dificuldade de articular com o Congresso. A partir de 1º de fevereiro, Bolsonaro assume um novo Congresso, porém, os vícios e a politicagem mudarão?

Algumas propostas de Bolsonaro durante a campanha vão se esbarrar com os interesses dos partidos no Congresso. Os seus futuros generais estão cercando o presidente eleito e lhe pedindo aumento salarial.

O reajustão de 16% concedido pelos senadores nos vencimentos da magistratura ocorreu por dois motivos: 1- o “desgaste” ficou com o Congresso Nacional, que aprovou o aumento de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil; e 2 – também “mancha” o impopular Michel Temer.

É verdade que Bolsonaro disse nesta quarta que não é momento de reajustar salário do Poder Judiciário, mas é exagero atribuir a ele essa derrota? Temer é tão Bolsonaro quanto o ‘Tinhoso’ é o ‘Coiso’, mas o desgaste político fica com o primeiro [que está de saída] por causa da alquimia dos marqueteiros.

A maioria dos parlamentares e membros do governo estão muito enrascados no Judiciário e, cá entre nós, não convém a eles arranjar briga com juízes em tempos de ditadura da toga. Eles votaram com a corda no pescoço, portanto.

O diabo é que a massa de trabalhadores não teve o mesmo índice de correção salarial que ministros, procuradores e juízes tiveram. Pelo contrário. O salário mínimo custará R$ 998 a partir de 1º de janeiro de 2019, reajuste de 4,6% (neste ano ainda vale R$ 954).

 

BOLSONARO E PILATOS.

Após o aumento salarial concedido aos ministros do STF e ao procurador-geral da República, os assessores diretos do presidente eleito trataram de imunizá-lo às críticas diversas. Derrota ou não, Bolsonaro percebeu que o movimento político muda tão e quão as nossas vontades. A velha politicagem se mistura com a nova politicalha a partir de 1º de fevereiro de 2019.

EQUIPE DE MARCOS ROCHA – TRANSIÇÃO.

Há críticas sendo ventiladas nas Redes Sociais acerca dos nomes que iniciaram o processo de transição do governador eleito. O trabalho dessas pessoas indicadas por Marcos Rocha é para elaborar um dossiê da situação estrutural do Estado de Rondônia. Se essas pessoas permanecerão no governo, essa é uma decisão final do governador eleito. Uma cousa é certa: Não se faz política só com técnicos. Quem tentou afastar a política das hostes do poder se deu mal. Jânio Quadros (in memorian) conhecia muito bem esses movimentos.

SECRETARIADO DE MARCOS ROCHA.

Qual o problema de políticos que não conseguiram êxito nas urnas estarem contribuindo com o governador eleito a partir de 01 de janeiro? A política se faz com o conhecimento e a articulação daqueles que a conhecem. Os técnicos são os responsáveis em conduzir a estrutura das secretarias que compõem o Poder Executivo do Estado. Não podemos desmerecer aqueles que contribuíram com o Estado de Rondônia. Claro, devemos descartar aqueles que além de serem defenestrado nas urnas, estão “enrolados” com a Justiça. Essa é uma promessa do líder maior, Bolsonaro, que foi o responsável pela eleição de Marcos Rocha. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *