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Aprovado na ALE projeto de Dr. Neidson institui o mês Março Roxo

Aprovado na sessão ordinária da Assembleia Legislativa, desta quarta (7), o projeto de lei que institui o mês Março Roxo, de autoria do deputado Dr. Neidson (PMN), tem como proposta a conscientização da sociedade sobre a epilepsia, em Rondônia. O Março Roxo terá como símbolo uma fita na cor roxa.

“Por meio de procedimentos informativos, o Março Roxo tem por objetivo promover a inclusão social e celebrar, anualmente, a conscientização dessa doença onde, o preconceito é o principal problema”, ressaltou o deputado.

Imprevisível

A epilepsia é caracterizada pela ocorrência de crises epilépticas que interrompem o funcionamento do cérebro de forma breve, repetitiva, imprevisível e não provocada. Estas interrupções apresentam-se de maneiras variadas, podendo variar de uma breve ausência de consciência até um ataque convulsivo.

De acordo com o deputado, conviver com as manifestações da epilepsia envolve lidar com uma dose de estigmas e discriminação, porém discutir sobre o assunto é uma importante ferramenta para a desconstrução de mitos em relação à doença.

“O desconhecimento da população sobre epilepsia fica evidente quando ocorrem as crises. A maioria das pessoas não sabe o que fazer ao se deparar com uma pessoa em convulsão. Acham que devem puxar a língua, tem medo de pegar epilepsia pela saliva e outros absurdos. Nada disso é verdade”, afirma Dr. Neidson.

Dr. Neidson reforça que, a busca pela informação produz o conhecimento necessário para que haja respeito e prontidão na assistência aos pacientes, colaborando com sua inclusão na sociedade.

 

Confira algumas informações importantes sobre a doença:

1. Não é uma doença transmissível. Trata-se de uma doença neurológica, que não é transmitida pelo contato.

2. A epilepsia não afeta a cognição. A epilepsia não é uma doença mental, mas neurológica, que não impede qualquer faculdade mental.

3. Existem diferentes manifestações da doença, além da convulsão. A epilepsia se manifesta de formas distintas em cada paciente. “Alguns exemplos são as crises de ausência, caracterizada por um “desligamento”, em que o paciente fica com o olhar fixo e perde o contato com o meio por alguns segundos, voltando depois como se nada tivesse ocorrido, e as crises focais, quando comprometem áreas mais restritas do cérebro”, diz a especialista.

4. Não é possível engolir a própria língua. Biologicamente, não é possível engasgar com a própria língua, o que não deve ser uma preocupação frente a uma convulsão. No entanto, é possível engasgar com a saliva, por exemplo, e por isso é necessário virar o paciente de lado, afastar objetos e esperar a crise passar.

5. Pode- ter uma vida normal. Pessoas com epilepsia podem e devem ter uma vida normal. Existem tratamentos diversos para a epilepsia, através de fármacos, dietas e até mesmo cirurgias, que estabilizam a doença e evitam crises.