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Opinião: Sempre sai de graça optar pela demagogia

Quando o governador Confúcio Moura disse, nesta semana, na abertura do Fórum da Amazônia, que a comunidade internacional é demagoga quando o assunto é a nossa região, ele acerta em cheio.

É verdade. Europa, Estados Unidos e até mesmo a nossa “elite intelectual” querem que a Amazônia seja preservada, mas não quer pagar por isso. Não quer fazer nada por isso. Não querem sustentar o atraso que isso pode causar para nós, que vivemos na Amazônia.

O preço da floresta em pé é outra demagogia. Quanto mais áreas preservadas, o tal do crédito de carbono passa a custar menos. É lei de mercado. É outra medida, como diria a minha avó, feita para inglês ver. Uma boa forma do mundo bancar o custo da floresta em pé seria trazer a indústria de tecnologia de ponta para a Amazônia: software.

Quando falamos em software, estamos falando em programas de computador, do Waze ao Blockchain. Indústria como essa não desmata, não joga poluentes em rios e não faz fumaça.

O mundo quer poder respirar o oxigênio das nossas florestas equatoriais? Ajude a Amazônia a entrar na rede mundial de alta tecnologia de dados. Incentivo à educação da educação básica à pós-graduação. Aceitamos dinheiro do Bill Gates, do Vale do Silício, do Facebook, e de todas as grandes empresas de tecnologia do mundo.

Talvez seja muito difícil esperar que esse povo se dê conta, sozinho, e ao mesmo tempo, de que essa seria uma boa saída para pagar a nossa floresta em pé e estimular o desenvolvimento da Amazônia.

Então, cabe a nossas lideranças políticas começar a fazer esse lobby internacional. É um desafio.