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Ji-Paraná implantará Casa de Acolhimento para mulheres vítimas de violência

O atendimento às mulheres que sofrem violência doméstica será ampliado com a criação da Casa de Acolhimento provisório. O Prefeito Municipal de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB) e o vice prefeito, Marcito Pinto (PDT) assinaram ontem (2), o termo de compromisso para a criação da Casa que será administrada pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).

A solenidade de assinatura contou com a presença do juiz da 2ª Vara Criminal, Edewaldo Fantini, secretária da Semas, Sônia Reigota, policiais militares que atuam na Patrulha Maria da Penha e vereadores.

O prefeito Jesualdo Pires afirmou que com a implantação da Casa de Acolhimento, o município ampliará o serviço feito pelo Centro de Referência de Assistência Social (CREAS), que já oferece atendimento psicológico, social e jurídico.
“São muitas mulheres que enfrentam problemas de violência doméstica e não podem voltar pra casa, onde possivelmente sofrerão agressões novamente. Essa casa funcionará em um espaço alugado, e futuramente será construído um Centro de Acolhimento”, esclareceu o Prefeito.
A secretária da Semas, Sônia Reigota, informou que o próximo passo depois de providenciar o local, será contratar uma equipe de profissionais que dará o suporte às mulheres abrigadas: “Quando atendemos as vítimas o ciclo não fecha, pois são obrigadas a voltar para casa e acabam ficando vulneráveis. Agora temos essa parceria com o judiciário para construir esse projeto tão importante”.

Para o juiz Edewaldo Fantini, a iniciativa da Prefeitura de Ji-Paraná é um passo fundamental no enfrentamento a esse problema. “A vítima que sofreu ou está na eminência de sofrer uma violência não tem para onde ir, pelo menos naquele momento de agravamento da situação. A ideia é proteger essa mulher e os filhos que a acompanha”, enfatizou o juiz.

A Casa de Acolhimento fará parte de uma rede de enfrentamento à violência contra a mulher. “Também será um complemento ao trabalho realizado em Ji-Paraná pela Polícia Militar, através da Patrulha Maria da Penha. Nossa principal função é garantir que as medidas protetivas emitidas pela justiça sejam cumpridas. Por isso a Casa de Acolhimento nos ajudará a atender as vítimas da melhor forma possível”, finalizou o Tenente da PM, Roberto Sassamoto.