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5ª Festa da Mandioca dá visibilidade à produção dos agricultores de Riacho Azul

Os agricultores do reassentamento Riacho Azul, em Porto Velho, realizaram nesta última sexta-feira (29) a 5ª edição da festa anual da mandioca. O objetivo foi chamar a atenção dos consumidores da capital para sua cultura agrícola mais tradicional. As comunidades do Riacho Azul e São Domingos, distante menos de 15 quilômetros da capital, são formadas pelos agricultores tradicionais mais próximos de Porto Velho. É uma população remanescente dos antigos moradores das margens do Rio Madeira, na faixa onde hoje está instalada a usina de Santo Antônio e seu lago, cujas famílias foram indenizadas ou reassentadas em uma área próxima, para continuar suas atividades tradicionais, como: a pesca e a produção de farinha de mandioca.
A festa da mandioca atrai gente das comunidades vizinhas e da cidade de Porto Velho, que foram em busca de diversão e das novidades gastronômicas desenvolvidas com orientação de extensionistas da Emater-RO e apresentadas pelos produtores para degustação na festa. Outros buscam apenas um reencontro com os aromas e sabores dos alimentos mais tradicionais, como o tradicional pé de moleque, iguaria feita de massa de mandioca puba (massa extraída da mandioca fermentada, muito utilizada na produção de bolos e biscoitos entre outros) e assada na folha de bananeira ou a saborosa farinha d’água, bolos de macaxeira e os beijus de goma.

Assistência técnica

Os agricultores garantem que a assistência técnica ajudou a melhorar a produtividade, eles aprenderam novas técnicas e conheceram insumos novos, principalmente adubos químicos que eles ainda não identificam pelos nomes, referindo-se a eles pela cor ou pela forma de apresentação, granulado ou pó.
A festa da mandioca para os produtores do Riacho Azul não é só diversão e confraternização, é também uma oportunidade para dar visibilidade aos seus produtos no mercado distribuidor e consumidor e, ao mesmo tempo, apresentar às autoridades estaduais e municipais as potencialidades e carências da comunidade.